7 erros comuns ao declarar imposto de renda do autônomo
Para quem trabalha por conta própria, declarar o imposto de renda exige atenção redobrada. Não são raros os relatos de autônomos que, mesmo tentando fazer tudo certo, acabam cometendo pequenos deslizes que geram dor de cabeça lá na frente. Você já ficou com dúvidas no preenchimento? Já teve medo de cair na malha fina? Não está sozinho.
Detalhes pequenos causam grandes problemas.
A Assecon Assessoria e Contabilidade acompanha empreendedores desde os primeiros passos até a regularidade fiscal, observando de perto os erros que mais afetam autônomos. Por isso, reunimos os sete deslizes mais frequentes no momento da declaração para ajudar você a evitar essas armadilhas e manter a tranquilidade perante o Fisco.
1. Omissão de rendimentos
Talvez por distração ou desconhecimento, muitos autônomos deixam de informar todos os valores recebidos ao longo do ano. Isso inclui todos os tipos de serviço prestado e ganhos eventuais, sem exceção. Basta um rendimento não declarado para atrair a atenção da Receita Federal.
Não declarar tudo pode te custar caro.
Como observado em matérias do InfoMoney, omitir aluguéis, pagamentos de clientes ou até mesmo repasses informais pode gerar multas pesadas e bloquear sua restituição. O leão enxerga longe!
2. Preenchimento incorreto de dados
O simples erro de digitar uma vírgula ou ponto fora do lugar já foi suficiente para que milhares de pessoas fossem parar na malha fina em anos anteriores. Um número extra, um campo pulado… São erros quase imperceptíveis, mas que causam transtornos.
Segundo os próprios especialistas destacados pelo InfoMoney, esses deslizes de digitação alteram valores e prejudicam até mesmo o cruzamento automático realizado pelo sistema da Receita.
- Confira três vezes antes de enviar;
- Desconfie de valores estranhos demais;
- Use sempre documentos e comprovantes para validar sua declaração.
3. Erros com despesas dedutíveis
Despesas médicas e educacionais podem ser abatidas do imposto, mas precisam estar corretas. Segundo a Veja, mais da metade dos casos de retenção na malha fina em 2024 envolveram deduções, principalmente médicas. O Fisco cruza os dados: se o médico não declarar o serviço prestado, seu desconto vira alvo.
Deduzir sem comprovar é risco certo.
Ao declarar consultas, exames ou tratamentos, sempre guarde recibos detalhados. Nada de incluir despesas que não possam ser provadas ou inventar valores fora da realidade. Cada real precisa de suporte documental.
4. Informações desencontradas sobre dependentes
Declarar dependentes pode ser vantajoso, mas exige cuidado redobrado. Todo rendimento recebido por eles, como pensão, bolsas de estágio ou aposentadorias, deve ser declarado também por quem os inclui na declaração principal, conforme alerta o InvestNews.
- Fique atento ao declarar rendas de filhos, cônjuges ou pais;
- Não esqueça de nenhuma fonte de rendimento vinculada aos dependentes;
- Omissões aqui inflam o risco de inconsistência fiscal.
5. Erros ao declarar bens e direitos
Para autônomos, bens como carros, imóveis ou aplicações financeiras fazem parte da ficha patrimonial. O problema é que muitos acabam informando valores totais financiados, esquecendo de que só o montante já quitado é o que entra na declaração.
Preencher bens de forma errada distorce seu patrimônio.
Segundo o Money Times, declare apenas o valor pago até o fim do ano-base. Colocar todo o valor na ficha de “Bens e Direitos” e o restante em “Dívidas e Ônus” costuma ser um erro recorrente que pode chamar a atenção do Fisco.
6. Declaração errada de rendimentos de atividades
Quem é autônomo recebe de várias fontes, geralmente sem retenção direta de imposto. Um erro comum é não distinguir entre as receitas de pessoa física e jurídica, ou não informar separadamente os valores relacionados a cada tipo de serviço prestado. E mais: esquecem das retificações, como quando já declararam algo em outro momento do ano.
- Separe suas receitas por origem;
- Declare conforme orientações da categoria (PF, PJ, MEI, etc.);
- Evite misturar horários ou lançamentos repetidos.
A aparência de descuido prejudica e pode atrasar restituição.
7. Não guardar comprovantes e documentos
Pode parecer óbvio, mas muita gente se esquece. Não basta preencher a declaração corretamente – é preciso poder comprovar tudo o que foi informado. Consultas, renda de trabalhos, aquisição de bens e pagamentos realizados: tudo precisa de papel, nota ou recibo digital.
Sem comprovante, cada centavo declarado vira risco.
A dica sempre repetida pela equipe da Assecon Assessoria e Contabilidade é simples: organize uma pasta física ou digital com a documentação do ano todo. Isso reduz as chances de falsos esquecimentos, especialmente porque, geralmente, esses documentos serão exigidos somente se a Receita solicitar esclarecimentos, o que pode acontecer até cinco anos depois.
Conclusão
Sabe aquele frio na barriga na hora de enviar a declaração do IR? Ele pode ser evitado com cuidados básicos: informações corretas, documentação bem guardada e entendimento das regras que mudam a cada ano. O autônomo que se organiza tem menos sustos e pode focar no que faz melhor: empreender.
Evite esses 7 erros e torne seu relacionamento com o Fisco mais saudável. A Assecon Assessoria e Contabilidade está pronta para atender autônomos de todas as áreas, trazendo conhecimento, clareza e segurança para sua declaração de imposto de renda. Fale conosco pelo WhatsApp e veja como podemos transformar burocracia em tranquilidade.
Perguntas frequentes
Quais erros devo evitar ao declarar?
Evite omitir rendimentos, informar deduções sem comprovantes, preencher dados de forma incorreta, esquecer de declarar rendimentos de dependentes, errar ao informar bens, confundir fontes de receita e deixar de guardar todos os seus comprovantes. Esses são os principais fatores que levam autônomos à malha fina, segundo observações da equipe da Assecon e publicações como InfoMoney e Veja.
Como corrigir erro na declaração do autônomo?
Se perceber um erro após já ter enviado a declaração, acesse o programa da Receita Federal e envie uma declaração retificadora. Você poderá corrigir informações erradas, incluir rendimentos esquecidos e anexar dados relevantes. A retificação pode ser feita enquanto o Fisco não iniciar análise detalhada do seu caso. Se preferir segurança, procure especialistas como a equipe da Assecon para apoio.
O que acontece se declarar errado?
Erros podem levar ao bloqueio da restituição, multas, juros e convocação para prestar esclarecimentos. Se a Receita entender que houve má-fé, as penalidades aumentam. Na maioria dos casos, basta corrigir via declaração retificadora. Mas se for constatada intenção de fraude, as consequências podem ser graves, incluindo inscrição em dívida ativa.
Quais documentos preciso para declarar autônomo?
Você vai precisar de recibos de pagamentos recebidos, notas fiscais de serviços prestados, comprovantes de despesas dedutíveis (médicas, educacionais etc.), comprovantes bancários, informações sobre bens adquiridos ou vendidos, contratos e recibos de aluguel, documentos dos dependentes e comprovante de recolhimento de INSS, se houver. Mantenha tudo organizado ao longo do ano.
Como declarar meus rendimentos de autônomo?
Declare separando as receitas de pessoa física e jurídica, conforme sua atuação. Informe todos os pagamentos recebidos, mesmo sem retenção de imposto, detalhando origem e valor. Use o campo “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física/Exterior” para pessoa física. O ideal é consultar um contador de confiança, como a equipe da Assecon Assessoria e Contabilidade, para evitar pequenos erros e ter orientação durante o processo.